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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Obesidade - Falta de Aceitação

Tenho um sobrinho com 11 anos, com excesso de peso. Tanto a mae como eu fomos 2 crianças obesas, e adolescentes e adultas com flutuações de peso. Sabemos, assim, perfeitamente, o q é enfrentar a escola, os colegas e todo o periodo de crescimento com este problema, passando por problemas de falta de confiança e auto-estima. por isso, e porque mesmo o meu sobrinho ja começa a ver q lhe chamam nomes e o 'discriminam', q n consegue vestir a roupa q quer (veste ja tamanhos para 14) e todas as outras situações pq passam as crianças e adolescentes nesta altura que são um pouco diferentes do padrão normal, estamos ambas preocupadas e tentamos alerta-lo para que deve perder peso no sentido de evitar que passe o que passamos.
 

Na altura para mim ser gorda tornou-se o centro do meu mundo e nunca consegui encontrar o meu lugar, o meu espaço fisico por causa disso. Nunca ia ter amigos pq era feia e gorda,
ninguem ia gostar de mim, nunca arranjaria namorado, so seria feliz se e quando fosse magra. e foi verdade. nunca tive muitos amigos, nunca me evidenciei nos grupos a não ser que as pessoas se dessem ao trabalho de dispender tempo a conhecer-me e sempre fui timida. fui sempre infeliz e insegura, não por ser gorda mas apenas pq nunca me aceitei como quer que fosse e com isso perdi tempos preciosos que não voltam mais  (e o engraçado e que houve alturas em que não era gorda, apesar de para mim o ser).
 
Aos 35 anos, ja sei que não sou o meu corpo mas ainda vou demorar muitos outros anos para conviver bem com ele e convencer-me disso. tenho com a comida uma relação de adição e n e apenas comida, algo de que preciso para sobreviver, um objecto inanimado, é fonte de prazer, de conforto, de infelicidade.... muito para se atribuir a uma massa com carne, não?
 
E é esse o meu medo, que nesta ansia de que ele não se torne como nos, não tenhamos a capacidade de lhe mostrar que não somos melhores nem piores por sermos gordos ou magros. Somos melhores se formos equilibrados, respeitadores, uteis aos outros, se convivermos bem connosco e nos aceitarmos, se formos tolerantes e aceitarmos os outros. as nossas diferenças e os nossos erros, as nossas imperfeiçoes. que as pessoas que gostam de nos gostam sempre de nos, e que nos gostamos dos outros não por serem fisicamente perfeitos mas pq nos fazem sentir bem, pq fazem sobressair o que de melhor ha em nos. E que ter uma alimentação equilibrada é uma questão de bem estar e qualidade de vida e não uma questão de responder aquilo que os outros esperam que sejamos.

 

Como dizer-lhe que é sempre lindo, como quer que seja, que será sempre especial e unico como qq um de nos, se nenhuma de nos ate hoje se convenceu disso? Como transmitir-lhe uma mensagem de equilibrio?
 
obrigada,
L

 

RESPOSTA

 

Querida L,
Adorei ler o seu longo email, muito sério e comovente e obrigada pela oportunidade de tentar fazer uma diferença na(s) sua(vossas) vida(s).

De tudo o que me fala o que realmente é fulcral é ACEITAÇÃO. Ou seja, TEM DE MUDAR A SUA ATITUDE. Isso é a única coisa que pode fazer, mudar a sua atitude perante o mundo, perante o seu corpo, etc. perante o que for preciso para parar a dor. Não pode mudar os valores da sociedade, nem as pressões, nem os espelhos, nem a moda, nem a comida abundante em cada esquina. Só se pode mudar a si mesmo -- como vê e interpreta tudo isto.

 

Quando não nos aceitamos a 100% honestamente, não conseguimos ser felizes. Porque ficamos sempre "encalhados" no que falta, ficamos obcecados com o que não somos ou temos em vez de sermos gratos com o que somos, e com o que podemos fazer de bom para nós e para a sociedade com os meios que temos.

 

E aceitação não significa desleixarmo-nos e resignarmo-nos preguiçosamente, não significa que vamos de repente gostar imenso do nosso corpo, mas sim acabar com a guerra contra a banha, que é uma maneira terrível de se viver (guerra é guerra, seja ela qual for, acabe-se com ela e ainda por cima quando é consigo mesma - está totalmente sob o seu controle!). Significa  aceitar e RESPEITAR a matéria prima que nos foi concedida e fazer, a partir daí, o NOSSO melhor. Só podemos exigir o NOSSO melhor, e nada mais. Não devemos por isso olhar para o lado e comparar, cobiçar, invejar... isso só trás azedume, só nos deita para baixo, só nos faz sentir mal e daí a baixa auto estima que faz mal a si e a quem está ao seu redor. Quem tem baixa auto estima tem-na por escolha (sem saber, claro!!), pois sem querer acreditou mais nos valores de alta exigência corporal e imagem da nossa doente sociedade que nos valores espirituais, nos valores cristãos, nos valores morais, nos valores de amor, princípios e valores esses preciosos... Acreditou sem querer que o corpo magro seria fonte de felicidade - e não é isso que nos trás felicidade, longe disso...


Se se aceitar HOJE como é, significa também que se vai PERDOAR por ter sido menos capaz outrora (hoje é mais capaz, pois leio que mudou um pouco ao longo dos tempos) no que toca ao seu auto respeito e amor próprio. Mas outrora estava a  fazer o seu melhor, por isso merece fazer paz (perdoando-se) consigo mesmo. Não se recrimine nem coleccione ressentimentos por ninguém nem por quem foi, nem por quem é, não se julgue por quem foi, pelos pensamentos que teve, pelas acções estranhas e doentias que teve com a comida, pela comida a mais que comeu, ou come, pois estava, e está, a fazer o seu melhor com aquilo que sabe sobre o "ser feliz".

 

Ser feliz começa por dentro, e não por fora. Não há nada nem niguém mas nós mesmos para atingirmos, com ajuda, claro, atingir a serenidade; mas o trabalho tem de ser feito por nós - e diariamente.

 

Comece por se aceitar, e por pensar que isso lhe trás serenidade; serenidade para aceitar as coisas que não pode modificar (os genes, a altura, a qdt de células gordas, o passado.... os outros); ou seja, esta serenidade ajuda depois na aceitação.

 

Pense nisto todos os dias, e pratique pensamento positivo, forçando-o por exemplo pensando todos os dias nas coisas por que está grato.

 

Quanto ao sobrinho, comprem lá para casa coisas saudáveis, façam exercício físico regularmente em FAMILIA, tenham refeições sentados EM FAMÍLIA, e nunca o ponham em dietas!! Não alerte para coisas que ele não entende! Mas sim vão passear a pé, jogar à bola, e não lhe restrijam a comida pois ele vai obcecar com comida e comer nas vossas costas... E leia no blog sobre obesidade infantil - e divisão das responsabilidades.

 

Um enorme abraço cheio de coragem e amizade. Ah, não se esqueça de ter estas coisas em mente todos os dias. Não basta ler algo inspiracional aqui e ali e depois não praticar!!!! :-)

 

Madalena Muñoz
www.madalenamunoz.com

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Publicado por Madalena Munõz às 22:19
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2 comentários:
De Sandra a 15 de Abril de 2011 às 12:26
Tocou-me imenso ler o email da leitora. Achei fantástica a sua resposta. Sei que é por aí o caminho. Também tenho uma sobrinha na mesma situação. Referiu um blog sobre a obesidade infantil. Procurei mas não encontrei (ou aliás, encontrei muita coisa sobre o assunto). Mas qual o blog que se refere? Muito Grata. Sandra
De Madalena Munõz a 18 de Abril de 2011 às 12:27
Viva Sandra,
Obrigada pelo seu comentário. Não é um blog sobre, é "leia no blog" (este blog), sobre obesidade infantil a divisão das responsabilidades. Se não encontrar este tema (veja na pesquisa), diga-me.
Obrigada,
MM.

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Madalena Muñoz
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